Redes sociais com responsabilidade? Quando?

facebookQuando é que as pessoas vão aprender a usar o Facebook ou outras redes sociais para divulgar cultura (música, pintura, quadrinhos, artes plásticas em geral e etc), educação ou ao menos, notícias relevantes para a sociedade?

O que se vê é, auto-promoção, marketing pessoal irreal e outras bizarrices, fruto da baixa auto-estima, que tentam a todo custo disfarçar. Um verdadeiro laboratório de psicologia. E grátis para quem é da área e deseja estudar a mente humana. Uma simples postagem revela TUDO sobre a pessoa.

Tempos depois, essas mesmas pessoas queixam-se da falta de privacidade, de perseguição, de comentários sobre sua pessoa. Adolescentes queixam-se de “indiretas” através de postagens dos colegas.

Facebook é terra de extremistas: há os excessivamente politicamente corretos onde tudo é preconceito e parece que nunca se divertem. Mas como se divertir, onde não sabemos a intenção de quem posta? Humor ou preconceito mesmo? Olha o perigo das interpretações erradas.

Há os religiosos, mas nem tanto. O perfil de uma diocese de uma cidade do Entorno, após várias postagens interessantes sobre a fé católica, posta algo como “Vasco Vice de novo, hehehe, não resisti.”

Há os politicos, que povoam as redes sociais em época de campanha que em breve terá seu uso regulamentado pelo TSE (assim espero).
Mas a pior categoria, é aquela que posta coisas bizarras, gente sem membros, corpos dilacerados, pedaços de gente, sem se importar com quem vai ver do outro lado, se uma criança ou um jovem. Sempre a título de alerta. Tal prática só era vista naqueles jornais dos anos 80 (Noticias Populares e outros) onde pessoas mutiladas eram as vedetes e depois em sites especializados no assunto. Mas a quem interessa isso? Que mentes são essas que amam cadáveres? Essas precisam de tratamento e não sabem.

Os mais jovens, esses são as grandes vítimas. Como as escolas não conseguem acompanhar o desenvolvimento tecnológico e nem trazer para a sala de aula as redes sociais, de maneira satisfatória e condizente com a educação que deveriam receber, acabam usando sem critério em casa e na Lan House e tendo sua opinião formada por milhares de posts de páginas sem conteúdo educacional algum e internalizam o mundo virtual como se fosse real e levam a sério as postagens. Estão expostos às maldades, maledicências e não sabem como filtrar seus contatos. Afinal, quantidade é qualidade para eles. Infelizmente. Brigas tem inicio nas redes sociais. Não raro por causa delas. Menos raro ainda, começam devido a elas. Brigas são filmadas na escola e postadas no Youtube e no Facebook. A escola é apenas o palco para o show.

Dicas de como usar as redes sociais na escola.
http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/redes-sociais-ajudam-interacao-professores-alunos-645267.shtml

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Um comentário em “Redes sociais com responsabilidade? Quando?

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  1. Um assunto muito controverso, meu amigo. O seu blog mesmo está conectado a várias redes sociais, importantes para que sua mensagem ganhe abrangência. Essa talvez seja a função maior delas, dar repercussão, tal como o efeito do movimento das ondas provocado por uma gota de chuva numa poça d’água. Nas redes, especificamente no Facebook, caem várias gotas, e as ondas se sobrepõem, uma mais forte que outra, ou mais rápida, ou mais intensa… todas caindo ao mesmo tempo causa o caos de informação. Por isso que defino o Face, um local onde todos contribuem a fazer ondas… ou seja, não importa qual objeto vou jogar na poça, mas que ele faça onda. Outra função que noto nesse coisa de “dar contribuição”, ‘dar pitaco”, é o papel terapêutico por ser uma participação sem compromisso, sem profundidade… como num bate-papo de boteco, algo descontraído… visto que o face não é para ser um lugar sério, como na academia, mas um lugar público como uma esquina… com o mínimo de leis e regras, onde se permite transgredir, assassinar a gramática, criar paradoxo, filosofia de botequim. Acho que local de discutir temas, seriam nos blogs, como os americanos praticam. Infelizmente o internauta brasileiro não lê blog, não segue bons blogueiros. Deixam de conhecer algo com profundidade e preferem falar bobagens nas redes sociais. A fofoca interessa mais, porque o povo brasileiro é originalmente boçal, como bem definiria Darcy Ribeiro. Assim vamos consolidando a nossa consciência nacional.

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