A luta contra o racismo sem violência

Aniversário de Martin Luther King, Jr e o ensino da história negra

Martin-Luther-King-JrO pior cidadão, seja negro ou branco, é aquele que não conhece o legado de sua gente. O que foi deixado como herança cultural, religiosa, filosófica ou até mesmo política.

Vejo o tempo todo, aqui mesmo no Facebook, o quão ignorante nós somos sobre o verdadeiro significado de nossa história. Não dedicamos nem um segundo a analisar os fatos históricos que nos trouxeram até aqui, qual o caráter pedagógico de nossa história sobre o que somos hoje e como vamos passar adiante essa noção de mundo que temos ou deveríamos ter.

O mais dramático, nessa constante análise do mundo de hoje, é verificar que nas escolas, mesmo com toda a mudança promovida com as leis sobre educação no País, os professores não fomentam quaisquer discussões que desemboquem em reflexões sobre nossa presença no mundo.

Um grande exemplo é quando perguntamos a um jovem se conhece os expoentes da filosofia da Não Violência, defendidas por Mahatma Ghandi e posteriormente por Martin Luther King Jr.

As respostas são sempre as mesmas: “esses nomes não me são estranhos”. Mesmo aqueles que se declaram negros, pouquíssimos tem ideia de quem foi Luther King. Uma pena a filosofia de Não Violência não ter chegado com grande força ao Brasil nos anos 1960. Se o tivesse, provavelmente teríamos hoje, jovens mais conscientes e mais tementes às leis de Deus e do homem.

Enquanto aqui no mundo virtual comemoramos o aniversário de Martin Luther King, no mundo real deixamos de celebrar o que seu nascimento significou para o mundo. Líderes como Mandela, Desmond Tutu e Obama se inspiraram nele para difundir seus ideais políticos. Ainda nos anos 50, King, que era Ministro da Igreja Batista e também formado em Direito, assim como Nelson Mandela, tomou as rédeas da luta contra racismo na região mais racista da América do Norte: o sul dos Estados Unidos. Graças a essa luta, que resultou na morte de John F. Kennedy em 1963 (Presidente americano que baixou leis que proibiam o preconceito nos EUA) do Dr. King em 1968, e de seu irmão Robert Kennedy, também 1968 (Senador e pré-candidato à presidência), negros americanos puderam votar, deixar de frequentar locais segregados e aderir ao sistema de cotas que visava garantir maior participação nos sistemas de ensino e empregabilidade. Tais iniciativas influenciariam os sistemas de cotas sociais e raciais adotados aqui no Brasil.

Martin Luther King, embora ignorado pela maioria dos livros de história nas escolas brasileiras, esteve presente nas músicas de Hip-Hop em meados da década de 80. Uma em especial, produzida e apresentada por diversos nomes da música negra mundial como Kurtis Blow, Fat Boys, Whitney Houston, New Edition, De Barge, Kool and The Gang, Run DMC e até mesmo o Menudo (lembra deles?), foi composta em comemoração à sanção da lei que instituía a terceira segunda feira de janeiro como o dia em que todos lembrariam de Martin Luther King e sua luta contra o racismo.

Uma curiosidade sobre o vídeo, é que King hoje é conhecido como o Principe da Paz  e quem pagou pela produção do vídeo na época foi nada mais do que o artista Prince, segundo o Co-produtor do vídeo, Kurtis Walker, filho de Kurtis Blow. Veja abaixo o vídeo:

Veja abaixo o vídeo na integra e legendado do famoso discurso “I Have a Dream”, proclamado em Washington em 28 de agosto de 1963 por ocasião da Marcha de 1 milhão de Homens (One Milion Men March).

Dr King foi eleito em 1963 pela revista Time, homem do ano e ganharia o Nobel pela Paz em 1964 pelo seu trabalho contra o racismo e faria hoje, 84 anos se estivesse vivo. Dedique-se a ler mais a respeito do homem que mudou a forma como deveríamos lutar contra o racismo: sem violência.

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