Manifestantes bloqueiam acesso a Santo Antônio do Descoberto

O protesto em Santo Antônio do Descoberto começou cedo, às 6h desta segunda-feira. De longe já era possível ver a fumaça das barricadas feitas pelos moradores exatamente na saída da cidade, na divisa entre Goiás e o Distrito Federal.A cada momento, os manifestantes levavam móveis para aumentar o fogo na principal via de Santo Antônio do Descoberto. A saída para o Distrito Federal foi totalmente bloqueada, nem ambulâncias conseguiam sair da cidade.Os manifestantes protestavam contra a qualidade e o preço do transporte público e a condição da vias da cidade. Cinco pessoas ficaram feridas no protesto e quatro foram detidas.“O povo está indignado com o descaso com a cidade”, gritou uma manifestante. “A cidade está esburacada, abandonada. Tem duas pontes quebradas, interditadas e o povo não tem como passar”, acrescentou o pintor Antônio Ferreira.Os manifestantes também atearam fogo num ônibus, que ficou completamente destruído. “Águas Lindas tem três empresas. Por que a gente só tem uma? Queremos transporte para trabalhar”, reclama o auxiliar de serviços gerais Edilson dos Santos.Às 9h30, a cidade estava abandonada. No centro comercial de Santo Antônio do Descoberto, as lojas estavam fechadas. O ônibus incendiado seguiu pegando fogo; os bombeiros não conseguiram chegar para apagar as chamas.O protesto também aconteceu na frente da prefeitura. O prédio foi apedrejado pelos manifestantes, que pediam a saída do prefeito, David Leite.A situação política de Santo Antônio do Descoberto é complicada porque, há dois anos, quando houve a eleição municipal, o candidato eleito, padre Getúlio, não pode assumir o cargo porque sua candidatura foi rejeitada pela Justiça Eleitoral. Com isso, quem assumiu o cargo foi o segundo colocado, o atual prefeito Davi Leite.No meio do tumulto em frente à prefeitura, tiros foram disparados. Um policial agrediu um deficiente físico. Quando questionado, o PM se escondeu. “Ele bateu na minha cara. Eu sou deficiente, olha as minhas muletas. Eu não fiz nada”, falou o homem agredido.O prefeito David Leite tenta ainda hoje uma reunião com o governador de Goiás, Marconi Perillo, para tentar antecipar a liberação de uma verba destinada a recuperar a pavimentação de vias da cidade, um dos motivos de reclamação dos manifestantes.O secretário da Segurança Pública de Goiás, João Furtado de Mendonça Neto, classificou o episódio de “batalha campal” e disse que determinará a apuração das responsabilidades pelo conflito.”Nós tivemos uma batalha campal, uma situação de enfrentamento com a polícia, com incitação à desobediência civil. O que eu pretendo fazer é muito simples: que seja apurada a responsabilidade dos excessos eventualmente cometidos pelos policiais, mas também quero pedir a responsabilização de quem incitou a população à desobediência civil e ao confronto com a Polícia Militar”, declarou.Rafael Monaco / Kenzô Machida / Rafael Sobrinho / Juarez Dornelles

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

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