Amamos mesmo nossa cidade?

Desde o começo do ano, temos visto na TV reportagens sobre deslizamentos de terra, terremotos e principalmente enchentes.
A ação das chuvas é uma constante dos noticiários das TVs entre os fins e começos de ano, devido à precipitação das chuvas sobre solos ocupados irregularmente.
Famílias com as casas cheias de água e lama, móveis perdidos, patrimônio literalmente jogado ao barro.
Qual é a causa de tudo isso? A culpa seria dos governos? Ou da própria população? As respostas não são simples “sim” ou “não”.
Vamos nos ater à questão das enchentes. Perceberam que só quem mora em periferias de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro é que parecem sofrer com tais desastres?
Muitos especialistas em assuntos como Meio Ambiente e outras ciências dedicadas à ocupação urbana já cansaram de culpar a falta de políticas de conscientização da população sobre como depositar corretamente o lixo.
Em Cidade Ocidental os moradores ainda não estão preocupados com essas questões, já que não temos enchentes e a Cidade foi construída em declive, fazendo com que as àguas pluviais escorram pelas ruas em direção às partes baixas dos bairros, poupando os poucos bueiros existentes em cada rua desse trabalho.
Mas o descaso da população em relação aos seus detritos é preocupante. Ande pelos becos de Cidade Ocidental e entenderá melhor.
Os moradores simplesmente ignoram a coleta regular de lixo. Não há desculpa: a coleta ocorre e por isso não há justificativa para lançar seus restos em frente à sua casa, no beco, no meio da rua e nem em terrenos baldios próximos das casas.
Dia desses estava descendo a rua larga onde morava e vi um pacote pesado cair aos meus pés: era uma fralda! Atirada pela janela por uma mãe preguiçosa que não se dignou a se desculpar pelo ato vergonhoso.
Pois saiba, ó mãe relapsa, que aquela fralda cheia daquilo, que ocupa o lugar de seu cérebro, ao chover irá parar dentro dos canos de esgoto, entupindo-os e fazendo com que aquilo que depositou horas antes em seu sanitário, vá parar em sua sala, olhando para sua dona, como quem clama “voltei querida”.
Em minha antiga rua, essa prática era antiga. Jogar o lixo na enxurrada! E assim os escassos bueiros se entupiriam e derramariam.
O que falta? Educação? Campanhas de conscientização? Ações sociais?
É claro que falta isso tudo. Falta a própria comunidade e o poder publico, das três esferas, voltarem suas atenções para essa situação que pode desencadear doenças graves.
O simples ato de jogar uma lata de cerveja pela janela do carro deve ser repensado, assim como jogar fraldas sujas pela janela.
Nesses tempos de discussão sobre enchentes e tratamento de lixo, vale a pena refletir nosso papel em relação ao cuidados com nossa cidade que supostamente tinhamos que amar.

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