Pichar definitivamente é paia

Recentemente na Bahia, uma pichadora foi obrigada a apagar sua “obra de arte” em que defamava uma policial militar. Pega em flagrante, a artista foi gentilmente convidada desfazer intervenção.

O episódio levantou (de novo) as questões: até quando vamos ter que conviver com essa depredação de bens públicos e privados? O que os governos pretendem fazer para inibir tal conduta? E porque os jovens sentem verdadeira compulsão por tal delito?

Sem querer entrar no mérito psicológico da coisa, essas respostas estão longe de serem respondidas.

Aquela garota em Sampa, Caroline Piveta da Mota, que foi presa por pichar na Bienal, alega que pichar é um ato de protesto. Protesto vazio é bem verdade.

Em Cidade Ocidental não é diferente. Apesar de existir diversos grafiteiros, os pichadores também são muitos. A maioria, egresso das escolas municipais. Não é difícil identificar esses caras, já que o que eles querem é fama mesmo. A motivação deles é justamente essa: ficar conhecido na cidade em que atuam e serem respeitados. Nota-se perfeitamente que os valores desses jovens são completamente distorcidos, no que diz respeito à educação (supostamente) adquirida em casa. Ser respeitado por destruir o patrimônio público, principalmente escolar, através de rabiscos incompreensíveis, que uma parcela mínima da população consegue ler.

A maioria não consegue esconder que é pichador. Pelo menos em Cidade Ocidental. Um papo rápido com a galera da escola é você descobre quem é. Basta dar uma olhada nos cadernos e vai ver que a conservação dos mesmos não resiste à vontade de treinar a caligrafia da “tags”. É mole para o professor descobrir quem são. O grande problema é o que fazer com esses caras, já que a legislação os protege por serem de menor. Além do mais, na própria escola não existem mecanismos legais que proporcionam um castigo à altura dos danos causados ao patrimônio. Promete-se fazer os pais pagarem, mas na realidade, não há como forçar, principalmente nas áreas mais carentes.

É aí que entram as prefeituras municipais, através de suas secretarias de educação, lazer e esporte. Desenvolver projetos que tirem esses jovens das ruas e da vida do crime contra o patrimônio é a saída mais óbvia. Introduzir cursos voltados para arte, tendo em vista suas habilidades com o spray, já que no fundo, todo pichador gostaria de saber desenhar, pintar e aprender outras coisas que o fizessem canalizar sua vontade de protestar rumo à outras áreas mais nobres da arte.

Mas nossos representantes, executivos e legislativos, são tímidos demais para “meter as caras” e trabalhar junto com a população. Os projetos existem, mas as prioridades (pessoais) dos governantes municipais são outros.

Alguns juristas acham o problema sem solução. Veja o que disse o Dr. Vinícius Borges de Moraes mestrando em Direitos Fundamentais pela Universidade Luterana do Brasil, em Porto Alegre (RS):

“Crescente onda de pichações e grafitagem tem afetado a vida de milhares de cidadãos das metrópoles brasileiras. Em face desta grave problemática, o presente artigo busca identificar como é tratada a criminalização das condutas de Pichação e Grafitagem no Brasil, ressaltando as controvérsias advindas das recentes alterações legislativas, bem como a desproporcionalidade entre as penas cominadas. A investigação parte da análise gramatical e teleológica dos textos normativos, interpretação esta sempre orientada pela finalidade social das normas penais. Diante disso, foram utilizados na análise os métodos sociológico e histórico-hermenêutico. A título de conclusão, o trabalho também sugere medidas para a minimização e erradicação do problema”.

Abaixo a foto da adolescente flaragrada e obrigada a apagar seu “protesto”.

Luiz Tito/Ag. A Tarde/Futura Press)
Duas adolescentes foram flagradas por uma policial militar enquanto pichavam a entrada de uma distribuidora de alimentos do governo em Barreiras (BA). Segundo a polícia, as meninas foram obrigadas pela policial a lavarem o que haviam escrito. Elas teriam riscado, com um pedaço de carvão, ofensas contra a policial, que trabalha no local. De acordo com policiais do 10º Batalhão da Polícia Militar (PM), uma das adolescentes portava uma faca. As menores foram encaminhadas ao Conselho Tutelar. Segundo a PM, os policiais envolvidos foram afastados de suas atividades e responderão a processo administrativo disciplinar (Foto: Luiz Tito/Ag. A Tarde/Futura Press)
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2 comentários em “Pichar definitivamente é paia

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  1. olha eu nao acho um absurdo nao ouxe pichar é errado grafitar é outra coisa mais pichar é uma vagabundagem seus vagabundos ,nogentos ,putos ,se phodammmmm

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