O Destino dos Downloads

Após o fechamento do gigante Megaupload, as notícias que estamos vendo não são as melhores para as atividades desse ramo da internet.

Todos pensavam que aquilo ali era um fato isolado – infelizmente não era. O caso do Megaupload foi somente o primeiro e a tendência é piorar. Muitos outros servidores passaram a temer pelo seu fechamento também e acabaram tomando medidas para se previnir e não serem presos.

Serviço    Situação
MegaUpload    Fechado
FileServe    Fechando
FileJungle    Excluindo arquivos. Bloqueado nos EUA
UploadStation    Bloqueado nos EUA
FileSonic    Sob investigação do FBI
VideoBB    Fechado! Deve sumir em breve
Uploaded    Banido dos EUA
FilePost    Deletando todo material (só vão deixar executáveis, pdfs, txts)
VideoZer    Fechando e bloqueado nos países afiliados aos USA
4shared    Excluindo arquivos com copyright e aguarda na fila do FBI
MediaFire    Convocado a depor nos próximos 90 dias e terá de abrir as portas pro FBI
Torrent.Org    Poderá sumir com tudo em até 30 dias e está sob investigação criminal
Rede Share mIRC    Aguarda a decisão sobre o caso Torrent para continuar ou encerrar tudo
KoshiKO    Operando 100%.
O Japão não irá aderir ao SOPA/PIPA
Shienko Box    Operando 100%.
China/Coréia não irão aderir ao SOPA/PIPA
ShareX BR / grupo UOL / BOL / iG    Dizem que não irão aderir ao SOPA/PIPA
Rapidshare    Apenas com conta Premium e termo de responsabilidade com seu CNPJ para upar arquivos superiores a 100mb
MediaFire    pode cair a qualquer momento
Mirror Creator e Multiupload    São a mesma coisa e estão na Blacklist do FBI “Os seus dono já estão intimados a depor no FBI

Hosters pequenos do brasil como xpg sem Informações no momento.

A Europa já arregou, não falou nada e já entregou os hosters de toda zona do euro na bandeija de prata pro FBI podar cabeças a vontade.

Qual será o destino do Mundo dos Downloads?

Estamos todos vendo o Mundo dos Downloads se sumindo aos poucos, um dia de cada vez. O que nós, Uploades e você, Visitantes mais temem, esta perto.

Não podemos afirmar nada, o que podemos fazer é esperar, e rezar, para que isto não passe de apenas meras lembranças ruins, e que aquilo que um dia chamávamos de compartilhamento, não passe a ser considerado um crime.

Fonte: também já foi para o espaço.

Escola Silva Neto ganha Biblioteca Tenente Sérgio Silva

Localizada no município de Cidade Ocidental, a Escola Municipal José Fernandes da Silva Neto, sob a direção de Castilho, completou em outubro de 2011, 18 anos.

André Brito discursa por ocasião dos 18 anos da Escola Silva Neto

Na ocasião estiveram presentes o Secretário Muncipal de Educação, Sr. Francisco Segundo, André Brito, então representando o Jornal Ocidental, todo o corpo docente da escola, funcionários, representantes da Força Aérea Brasileira, alunos e pais.

Foi com emoção que este escriba, ao ser convidado a proferir algumas palavras sobre o momento e em especial sobre a importância do livro, tendo em vista a inauguração da Biblioteca Tenente Sérgio Silva, relembrou alguns momentos especiais passados naquela escola

Quando o Diretor Castilho, juntamente com a Coordenadora Beth, me convidou para proferir algumas palavras por ocasião da Inauguração deste importante espaço de leitura, a Biblioteca Tenente Sérgio Silva, como parte das comemorações de 18 anos da Escola Municipal José Fernandes da Silva Neto, não poderia deixar de lembrar que, quando esta construção ainda era dirigida por particulares, pisei aqui, há 20 anos, para dar aulas de inglês.

Foi com muita emoção que relembrei os momentos duros de meu inicio como professor. Duros, mas importantíssimos para meus objetivos, que até hoje persigo, no sentido de sempre tentar algo diferenciado no que diz respeito a ensinar.

A professora Beth Mattos, especialista em revitalizar e criar pontos de leitura, depois do Tenente Sérgio Silva, que doou grande parte do acervo da nova Biblioteca, foi  a grande personagem de nossa história.

Com grande força de vontade e recursos quase artesanais, Beth é especialista em criar pontos de leitura. Embora não seja Bibliotecária, possui cursos e projetos que a qualificam para tal.

O evento foi bastante festejado pela comunidade que ganha mais uma fonte de saber e cultural. Parabéns Cidade Ocidental.

Ao centro, Beth Mattos e o Diretor Castilho inauguram a Biblioteca Tenente Sérgio Sillva

Nós Vamos Invadir Sua Praia – Ultraje a Rigor

Há duas décadas, quem dissesse que seria interessante o lançamento de um livro contando a história de uma banda de rock brasuca, como Legião, Paralamas e Capital, seria taxado pelos editores e até mesmo pelas próprias bandas de louco ou sem noção, para usar um termo em voga nos dias de hoje.

Mas veja que interessante: descobriram o filão e agora e estão explorando ao máximo. Já escreveram sobre Cazuza, Renato Russo e agora a bola da vez é o Ultraje a Rigor, banda que fez grande sucesso nos anos 1980 e ajudou a definir a cara do Rock Brasil na década.

O grupo foi responsável por nada menos que o disco que carimbou de vez o rock no gosto nacional. ‘Nós Vamos Invadir Sua Praia’ (1985) foi, sem dúvida, um divisor de águas. Foi também um tremendo sucesso: nove das onze faixas tocaram em rádio (numa época em que isso ainda significava algo).

Pelas mãos da jornalista Andréa Ascenção, a trajetória da banda tão emblemática ao rock nacional é traçada da melhor maneira: com descontração e seriedade. Não é um livro qualquer. É uma obra bem-feita, que soube retratar adequadamente o quarteto, que tem como uma de suas marcas o bom humor tratado com inteligência – não é à toa que suas canções continuam com um frescor impressionante.

Lançado pela editora Belas-Letras, o livro traz depoimentos dos principais personagens da história do Ultraje a Rigor. A leitura traz aquela sensação boa que temos quando cantamos as canções. Por sinal, biografia de músicos/bandas boa é aquela que nos faz ter vontade de ouvir os discos que estão sendo tratados. O que transforma a experiência da leitura uma viagem diferente e agradável, transportando o leitor com mais de trinta aos shows e festas daquela época, onde as músicas dos caras eram tocadas e dançadas à exaustão.

Andréa Ascenção colocou as informações em perspectivas que funcionaram bem. Dão uma idéia mais geral do que aquilo que estamos acostumados a ler por aí (e também de coisas que não lemos por aí). Parece que dá para ouvir Roger Rocha Moreira, ou qualquer um dos integrantes e ex-integrantes.

O guitarrista Carlinhos (Carlo Bartolini) conta a versão sobre sua saída da banda, durante as gravações de ‘Sexo!’ (1987): “[Estávamos] Com um repertório muito mais fraco do que o primeiro disco, arranjos péssimos e o astral entre nós, horrível, devido à divisão do Ultraje em dois blocos, o Roger e o Leôspa [baterista], o Maurício [baixista e vocalista] e eu. A produção não soube lidar com a situação e cometeu inúmeros erros, que levaram à gota final: a saída do Maurício era apenas uma questão de tempo [foi consumada em 1990]“.

Após a saída do guitarrista, o inicio dos anos 1990 foi difícil para a banda, como se percebe nos discos posteriores a Sexo! São trechos assim que prendem o leitor de uma página à outra da biografia. Indicado para quem gosta de Rock e de biografias musicais. Vale a leitura.

Ficha Técnica:

Ultraje a Rigor – Nós vamos invadir sua praia
Autora: Andréa Ascenção
Editora: Belas Letras
Páginas: 352
Preço sugerido: R$ 49,90

Contos do Crime – No lugar errado (a versão da bandidagem)

Pois é mano. A gente veio da Ceí memo. Os pé de bota tão arrochando lá na quebrada. O troço tá feio, então viemo para cá. Mas viemo pra Ocidental também para conhecer os buteco, que dizem vendem pinga mais barato e tal. As minas são gostosa, tudo gata, sacou? Mas num dão muito mole não, parece o povo lá do Lago Sul.

Viemos de ônibus já aprontando. O motora ameaçou parar na polícia rodoviária e reclamar com os canas, que mandariam a gente descer. Prometemos que a bagunça iria parar e a viagem continuou.

Chegamo no bar, lá pras bandas da SQ 19, perto do mato, e ficamo tomando umas brejas com uns parceiros e umas doidas que encontramos no baú. Lá para as 10 horas da noite começou uma confusão com meu parceiro de crimes, ele puxou uma faca para um louco que tava se engraçando para uma das mulheres que acompanhava a gente. Aí o bicho pegou. Choveu de goiano para cima de nóis, Meu mano passou a faca no braço do cara. Isso assustou um pouco a galera e nós abrimos pra rua, saímos batido.

A gente se separou. Cada um pegou um rumo. Eu entrei numa festinha, devia ser de aniversário, sei lá. O som tava alto e a rua cheia de gente, inclusive dentro da casa também. Me misturei, tomei uns refri para disfarçar. Mas a doidura tava passando e fui pros fundo da casa enrolar um fumo. É sempre assim, brasileiro não pode nem mijar sozinho e nem acender um beque que aparece alguém para filar a parada. Logo apareceu um maluco. Filho do dono da casa. Ficou olhando e pensei que ia me dedurar. Chamar os home, né? Mas aí o cara pegou e “relaxa, mano! Tem mais aí? E eu “tem, mano, chega aí”. E acendemos mais um. O beque une as pessoas.

Acho que a essa altura meu mano tava longe. De repente tinha voltado pra Ceilândia sozinho. Na real, ele nem morava lá. Era de Sampa e tava passando um tempo na casa da tia em Taguatinga Norte. Colou comigo numa festa, lá na Chaparral e resorvemo formar uma parceria, só pra zoar memo. Ele falou que Sampa tava ruim pra ele, uns doidos queriam queimar o coitado por causa de divida e tal. Fumou e não pagou, essa coisas. Normal.

A bandidagem teu seu lado ruim. Talvez o pessoal fique puto ao ouvir isso, mas quem escolhe esse caminho é porque viu algo de bom. Bom para si mesmo, sacou? Tipo, não ter limites, ignorar as leis, fazer o que dá na telha. Tá precisando de roupa? Vai lá e pega. Escolhe uma vítima na rua e já era. Mas não tem aposentadoria, nem férias, nem nada. Ou você ou não é. É um vício mano.

Sartei fora da festa e fui atrás das boate. De repente dou de cara com o maninho que tinha vindo comigo. Desenrolamo umas idéias rápidas e decidimos roubar um carro para curtir e depois vazar. Mas num tinha muitos carros na cidade e tava difícil de escalar alguém.

Descendo uma rua qualquer, procurando um lugar para agitar qualquer coisa, estávamos na gala de aprontar, a verdade era essa. Todo mundo doidão quando de repente, a gente dá de cara com um casal subindo a rua vazia. O cara tava todo becado, tênis novo e tal. A mina era um charme, toda galega. O parceiro não pensou duas vezes, surpreendendo até a mim mesmo. Deu um chute nos peito do cara, do nada, o maluco sem entender: “qual é a sua mermão?” Num teve papo, a gente tinha que agir rápido. Sem arma nenhuma, partimos para cima do camarada na base da ameaça, dando o velho golpe da arma embaixo da camisa. Na real não tínhamos porra nenhuma, conforme relatei para os senhores. Mas, malandro que é malandro sabe que só trouxa reage quando tá com dúvida. Um caô bem aplicado e um monte de palavrões valem mais do que mil facas.

Mas o camarada partiu pro enfrentamento e a gente tava doidão de mais. Num tinha nem força para bater no cara. Quando falei que ia matar ele e meu brother segurou a mina, foi que ele parou. Nada na carteira. “Que porra é essa, o cara tá quebrado”. Sem grana, como eu vou pagar as velonas que eu fumei? Já mandei ele dichavar os tênis e o casaco.

Feito o serviço, saímos fora, alegres como pinto no lixo. Só depois que notei que a gente tava “andando”. A ordem nessas horas é correr. A cidade parecia um deserto, então a gente tava de boa. Ainda vimos uma viatura da policia civil passar, mas num deu nada.

Contos do Crime

No lugar errado

 

Meu nome é Maicon. Moro no Entorno desde que nasci. São onze horas. O ano é 1990. Subo a rua com minha namorada, roupa nova, tênis novo e um colar bacana no pescoço. Chegando à esquina, decidirei para onde ir, se para comer uma pizza no Texas ou dar uma volta mesmo.

Rua vazia, mas não aparenta perigo. Morador do bairro desde que nasci nunca havia experimentado a adrenalina de um assalto. Nem queria claro. Há ainda algum movimento na pequena cidade. Naquela época, a cidade era relativamente tranqüila e contava apenas com a delegacia de polícia. Havia poucos roubos. Quem os cometia, geralmente eram conhecidos nossos e revendiam pelas redondezas mesmo, os produtos furtados das casas. Nunca assaltavam ninguém.

A namorada, loira, bonita, de braços dados comigo, estava radiante naquela noite sem lua. Seu tio era o delegado da cidade. Não tinha muita intimidade com ele. Achava ele meio paranóico. Sempre dizia que não falava com a gente na rua para que seus inimigos não nos ameaçassem. Um papo meio que de Super-Herói. Não pode revelar sua identidade para não por em risco sua família e amigos. Lia muito esse tipo de argumento nos gibis do Homem Aranha. Achava meio papo furado. A cidade, tipicamente de interior, longe das capitais, embora seja às margens da rodovia que liga a região do Entorno à Brasília, não parecia, ao menos para mim, ameaçadora a esse ponto. Se fosse, o delegado teria mais do que dois policiais sob seu comando para investigar os crimes. E a Polícia Militar teria um quartel mais próximo, ou um destacamento, algo assim.

Naquela época, funcionava uma boate na cidade, onde antes havia sido uma panificadora e antes ainda havia sido uma igreja. Ironia das ironias: onde antes oravam a Deus, agora saudavam o capeta em danças “demoníacas” e orgias mil, ao som dos bate-estacas da House Music e do Rock nacional e internacional. Foi uma declaração assim que ouvi de duas “irmãs” da igreja que passavam ao lado da boate, enquanto me dirigia para lá uma noite de sábado, enquanto que um coro de mil pessoas cantavam “porra, caralho, cadê meu baseado, porra, caralho, cadê meu baseado”, incentivadas por um DJ para lá de louco.

Lobão, Legião, Paralamas, Capital, Detrito e outras bandas “demoníacas” marcavam presença dentro do clube, única atração na cidade. Além das músicas internacionais, claro. Com suas letras, as pessoas viajavam, dançavam, piravam temperadas com álcool, cherinho da loló, maconha e outras substancias alucinógenas.

Estava a ponto de decidir se era para lá que seguiria, quando viravam à esquina, duas figuras que pareciam conhecidas. De repente um chute em meu peito me joga no chão e por um momento pensei que fossem dois vizinhos, conhecidos por suas brincadeiras de mau gosto e me preparei para dar o revide violentamente também.

Mas logo vi que não era ninguém que eu conhecia. Eram dois loucos que passaram a me encher de pancada e me empurrar para um portão. Revidei bastante, mas uma coisa me deixou intrigado. A todo o momento diziam que iam me matar, mas seus socos não eram fortes. Estavam doidões. O que me motivou a continuar enfrentando, mas um deles se desvencilhou e mandou que minha namorada continuasse andando e parasse mais à frente. “Se fizer alguma coisa a gente mata ela, mano”. Isso me fez parar e simultaneamente os dois meteram as mãos embaixo da camisa, segurando o que parecia ser uma arma. Seria de verdade? A dúvida fazia com que repetisse que não tinha nada, nenhum dinheiro. Eles puderam comprovar isso, me devolvendo a carteira, que realmente não tinha nada. Sussuravam: “sabe de onde nóis é mano? Da Ceilândia!” Repetiam como se fosse um mantra. Como se dissessem para si mesmos “viemos para cá, pois lá a concorrência é grande, temos que expandir nossa área de atuação e soubemos que aqui há um nicho de negócio inexplorado. Just Business, my friend.”

E o apelo “comercial” deu certo: levaram meus tênis M2000, meu casaco da C&A, uma correntinha e meu relógio. Retiraram-se tranquilamente, descendo as ruas, rumo a um tranqüilo e não patrulhado bairro da cidade.

Corri para casa de um amigo ali perto, uma das poucas que tinha telefone, pois orelhões eram raros. Liguei direto para a delegacia e aguardei a polícia que com certeza pegaria os “homens de negócio”.

Cinco minutos depois, vi a patrulha chegar à esquina oposto a que estávamos. Pasmei: deram meia volta quando não viram nada. Não se deram ao trabalho de subir a rua. Caso tivessem feito o desfecho seria outro.